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Sou português, filho de pais incógnitos. Nasci em Lisboa, percorri Portugal e pela mão de Amália Rodrigues, corri mundo. Estou em toda a parte em que haja um português. Sou um capítulo de cultura portuguesa e a expressão máxima de Portugal. O Menor foi meu pai e minha mãe, o Mouraria é meu amante e casei-me com o Corrido. Tenho muitas namoradas, as Meninas Músicas filhas de distintos pais, os Meninos Poemas também namoram com elas, amo os Poetas ♥ ! Para fazer pirraça sou dedilhado numa guitarra, por vezes choro outras rio ... A D. Viola dá-me a marcação. Muito se diz sobre mim e eu continuo a ser mistério, sou amante, namorado, sou casado e sou galdério, sou leviano, atordoado mas também sei ser sério. Gosto da luz da candeia e do cintilar das velas, mas também gosto dos holofotes e do palco, sou vaidoso, sou boémio, sou artista, sou sofredor, sou alegre, sou verdade, sou português e por isso sou fadista! Gosto que me cantem bem, que me digam bem e que não me troquem as palavras... Posto isto, sou a canção mais bela do mundo ♥ !

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terça-feira, fevereiro 07, 2012

A origem do Fado, segundo Ribeiro Cardoso

Encontrei mais uma tese sobre as origens do Fado, desta feita a tese é do Sr Ribeiro Cardoso e aqui a deixo.


Caros Amigos/as

Para uma introdução prévia, do assunto do nosso FORUM, sobre o Fado, pergunto : Se alguém por acaso já leu, ou ouviu dizer, que o Malhão, o Fandango ou o Bailinho da Madeira, e outras músicas do espólio músical português, tinham vindo de Angola, ou do Brasil? Ou destes tinha vindo a influência para o nosso Folclore? Eu penso que nenhum dos tais que se dizem eruditos, terá tido uma tão grande dose atrevimento a disparatar!.. É certo, que a História romântica não esclarece de todo o princípio das coisas, dir-se-á... Sabe-se lá por quê!?

E então lá aparece de vêz em quando, um tal que diz ter incluído na sua tese doutoramento, o Fado: Numa observação mais cuidada vê-se, que andou rebuscando na cruta da árvore, o que deveria procurar na raíz... Atrevo-me a dizer, que não se deu ao trabalho e, provávelmente, nem saberá onde fica, por exemplo, uma obra mandada edíficar pela esposa do fundador de Portugal : Dnª Mafalda.

Provávelmente se tivesse começado por aí, muita coisa o surpreenderia, ao seguir o rasto das coisas que o levariam com certeza ao FADO.

Neste momento, lembrei-me de um provérbio, que se ajusta plenamente, as origens do nosso Fado, que é o seguinte : Deus escreve direito por linhas tortas. E, que eu saiba, não há contradição à sabedoria ancestral e a relação deste provérbio, com o Fado, está na entrada da Guitarra Portuguesa!.. Em, 1910 no Fado e, na sua pertença, pois foi desde sempre atribuida, ao conde de Vimioso, marquês de Marialva. Então veja-se, onde fica o condado de Vimioso!.. E curiosamente, oferecida a uma mulher, do bairro da Mouraria. Onde se situa a homenagem, a um dos heróis da conquista do Castelo de São Jorge, o famoso largo, do Martim Moniz.

Este valoroso soldado, das hostes do Fundador de Portugal, veio a ter o seu reconhecimento, em terrenos que, naturalmente, foram dominados e povoados pelas hostes do Fundador. Tal como aconteceu dentro das muralhas do Castelo e em Alfama. Pois não se concebe a conquista de um castelo de qualquer cidade sem as áreas circundantes estarem dominadas e na posse dos soldados e suas familias. Seguindo o que é militarmente lógico, a área foi conquistada e habitada por esses tais seguidores que, para além de fundarem Portugal, deram origem à Nação Lusa.

E porquê nação Lusa? Pois bem, segundo a pesquisa de alguns historiadores, e escritores épicos, o ultimo reduto dos Lusitanos na peninsula Ibérica ficou circunscrito a área entre o rio Douro e o rio Paiva, na idade média denominada por Montes Gerôncios. Hoje serra de Montemuro. E, Montemuro, por aí existir, ainda na actualidade, um muro dum Castro Lusitano. Onde acampava no inicio da Nacionalidade, o famoso Lugar Tenente do Fundador, de seu nome Geraldo Geraldes( o Sem Pavor) com um séquito de milhares seguidores. Nesta Serra Berço da Nação Lusa, tal como escreveu o Guido De Monterey, se quisermos encontrar a descêndencia dessa Nobre Tribo Lusitana que nunca se deixou conquistar, é aí o local certo para a procurar. E agora, a pergunta mais óbvia... Onde é que em tudo isto entra o Fado? Pois bem, esta região referida esteve, durante 830 anos após a Fundação de Portugal em 1143 sem vias de comunicação, melhor dizendo, sem estradas, o que só aconteceu por volta de 1973. Mas, neste isolamento, a que foi votada, esta região tão histórica, houve algo, que sempre lá existiu : O Fado,o veículo cultural, entre as gentes da serrania que, os mobilizava a digressões pedestres, entre povoados, para assistir ao Fado em descante pelos atrevidos intervernientes do improviso que adquiriam a admiração do Povo, quando também sabiam cantar o sânscrito ( passagens Biblicas ). Sei da existência de uma senhora de seu nome, Margarida Pinto Ribeiro da povoação de Faifa, que era denominada pela Cantadeira de Castro Daire que viveu pelo Ano de 1860, da qual tenho orgulho de ser bisneto, e tenho tambem a certeza desta nunca ter saído do seu Conselho para aprender fosse o que o fosse!..

Os cientistas concluiram na ultima década que, o ADN dos Portugueses era distinto na Penisula Ibérica, talvez por a influêcia Lusitana!? E não menos distinto é o nosso Folclore, que tem por base dois acordes fundamentais, na sua enorme riqueza genérica e melódica, tal como na origem do Fado.

O que pode ser observado no Fado Corrido maior e Menor. Que durante séculos foi cantado, e tocado pelos mais diversos instrumentos, desde a Flauta, à Concertina, o Violino ( Rabeca), à Harmónica bocal, à Viola (Guitarra Clássica ) e etc... Até, em 1910, ter entrado a Guitarra Portuguesa em cena.

Ida da bacía do Douro por onde entrou pela mão dos Ingleses, depois para Lisboa, segundo reza a história, essa Guitarra pertencia ao conde de Vimioso que a terá oferecido a Maria Severa, tendo tomado a guitarra o mesmo caminho do Exército Lusitano quando rumou para Sul na conquista de Portugal, não será novidade, para alguém desta era, que o grosso do Exército recrutado por Égas Moníz e pelo então Fundador de Portugal, foi levado a cabo, no Vale do Douro e nas serranias limítrofes pois há historiadores que a isso se referem, de forma directa ou indirecta, como se poderá ler nos Grandes Momentos da História de Portugal, do autor Mário Domingues.

Então o que levavam com eles, estes Bravos Guerreiros, descendentes dos Mui Nobres Lusitanos!.? Com certeza, a Língua Portuguesa, a Cruz de Cristo, a Raça, a Cultura, e todos os seus Saberes, que espalharam pelos Quatro Cantos do Mundo, que ainda hoje dos quais existem vestígios, como por exemplo, o gosto do Povo Japonês pelo Fado.

Não posso deixar de fazer este reparo, se os Portugueses tinham na época conhecimentos mais avançados, o que poderiam aprender com quem não estava ao mesmo nivel? Meus amigos, quando rumamos a Oriente, já tinhamos passado pela costa Africana e colocado o Padrão de posse em terras de Vera Cruz. E, nem por isso, fomos ensinar os Nipónicos a fazer flechas, como as que vimos aos indígenas do Brasil ou a fazer cânticos em festas ou funerais, com batuques, com kongas, e outros instrumentos rústicos de percussão como se observa na África até aos dias de hoje.

Mas fomos sim inovar as armas dos Samurais, para agrado e reconhecimento do Imperador do Japão. Quiçá dar-lhes a conhecer os nossos hábitos de vida social, a nossa músicalidade e, como mercadores que éramos, o nosso comércio. Duma coisa podemos ter a certeza, o gosto pelo Fado, ficou por lá.

E, Luis Vaz de Camões, já escrevia nessa época « Com que voz, cantarei meu triste fado... »

Será justo que a diferença de competência que possuímos, dentro do todo o nosso Universalísmo como Povo, seja respeitada e preservada e, sem qualquer razão, passarmos de Descobridores a Descobertos, alguém em seu perfeito estado de juizo, dono de uma lúcidez própria de um sêr normal, não pode ignorar que foi o Português Bartolomeu de Gusmão o inventor do Balão para voar, dando assim, ínico ao primeiro transporte aéreo no Mundo, os feitos de Além Mar, não se podem atribuir a outros, a primeira travessia aérea do Atlântico tambem é Portuguesa!.. Esses individuos que sítuam a origem da nossa Cultura, em outros sítios atrazados do hemisfério, saberão que o engenho provem da Arte? Que não há desenvolvimento Cultural e Cientifico sem que todas as vertentes da arte se interliguem ... Pois é, escrevem mas não pensam! Então o que se passou verdadeiramente no nosso Fado? Depois que ele evoluiu  para além do Folclore! Ou seja, para além da música mais antiga que se denomina por Corrido da Mouraria ( Fado Corrido ), construido com dois acordes tal como quase todo o nosso Folclore.

É mais que evidente, que tambem este feito é, sempre foi, Português!..Pois os nossos grandes Poetas, não foram importados de qualquer País estrangeiro, bem pelo contrártio. E felizmente no que diz respeito as aptidões de execução músicais e outras, nunca fomos nem somos um Povo desajeitado. Contudo parece haver gente que de tanto não se orgulha!.. Mas foi com certeza por necessidade, do desenvolvimento literário, que requereu aos nossos dotados músicos a construção de composições músicais para servir tal evolução. Como se poderá comprovar na herança que estes nos deixaram!.. Para que fique mais claro, todo o nosso folclore está baseado, em versos de Quadras, assim como, o Fado Corrido, para que nele o Povo Desgarre; Depois para além dos Sonetos, vêem as Quintilhas, as Sextilhas, com sete, e dez silabas, e também as doze silabas, que fazem alguns dos Alexandrinos por exemplo.

Será que os nomes dos brilhantes autores, das melodias criadas para dar corpo a estes poemas que descrevem o sentir da Alma Lusitana, não fez Luz na mente, de quem mesmo a supor, tem a coragem de dizer que o fado poderá ter vindo de outro qualquer lugar? Angola e o Brasil, têm um Oceano a separá-los, e já que lhes falta tanto portuguesismo, poderiam ter dito que entrou pela fronteira de Olivença, pelo menos, ficava aqui bem mais ao lado.

Resta-nos, e é bom saber, que o Armandinho e outros, fizeram a evolução na Guitarra Portuguesa e depois, sabendo desde já que não irei nomear todos como deveria e merecem, permitam-me que nomeie só alguns a título de exemplo, a quem tudo se deve:
Julio Proença, João Maria do Anjos, António de Sabrosa, Pedro Rodrigues, Francisco Carvalhinho, Jaime Santos, Alfredo Duarte ( Marceneiro ), Alfredo Correiro, Frederico Valério, Martinho de Assunção, Alain Oulman e tantos, tantos outros ..
que criaram toda a nossa riqueza músical, por sua autoria! Terão estes necessitado, porventura, de ir beber aos citados locais!?
O extenso repertório músical do Fado que conta com centenas de Composições, hoje clássicas, têm Autores!.. E bem Portugueses ! Tal como os poemas que se cantaram, e hoje se cantam!.. DR. É o Corrido e muito poucos. dr/s mal empregues, é que parece haver demais!..

A BEM DO FADO E DA CULTURA
Ribeiro Cardoso.

In Porta do Fado - Ribeiro Cardoso

sexta-feira, dezembro 02, 2011

José Alberto Sardinha defende a origem portuguesa do fado


O investigador José Alberto Sardinha defende a origem portuguesa do fado, no seu mais recente livro "A origem do Fado".

"O fado nasceu em Portugal a partir de um substrato comum a todo o território nacional que é o romanceiro tradicional. É este canto narrativo que dá origem ao fado", defendeu o autor em declarações à Lusa.
O livro "A Origem do Fado", agora editado, é o resultado de uma investigação de 22 anos.
 
José Alberto Sardinha realçou que "antes de ser um género musical, o fado é um texto poético, um poema narrativo", e situa a sua origem no século XVI.
"Ainda hoje os fadistas afirmam que o fado tem de contar uma história, e essa é a origem nacional do fado: contar uma história que emocionasse primeiro o fadista e, através deste, a audiência", sustentou.
 
"Na verdade, a origem do fado está naquilo que nós chamamos pejorativamente o 'fado da desgraçadinha' ou o 'fado de faca e alguidar'. Esse é que é o fado primitivo, a origem do fado", argumentou.
 
Para o investigador, as origens do fado "situar-se-ão no século XVI quando se dá a passagem do romanceiro histórico para o romanceiro novalesco, como já Carolina Michaëlis o tinha referenciado sem fundamentar", disse.
 
A tese defendida por José Alberto Sardinha contraria a vigente de que o fado tem origem no lundum e numa dança brasileira, a umbigada.
"Ninguém até agora explicou porque chamavam fado àquela dança, e umbigadas há em várias partes", referiu.
 
Sardinha reconhece que a sua tese poderá "parecer estranha" e que é "audaciosa porque é inovadora", mas garante que "está devidamente fundamentada, é coerente, lógica e tem sequência. Tal como está demonstrado, tudo encaixa".
"Eu comparo o fado que é uma tradição oral com a restante tradição oral portuguesa e não vou buscar origens a outras partes", acrescentou.
 
Na obra, o autor referencia a evolução desde o século XVI até às "canções narrativas do século XVIII" e destas ao fado, como é citado no século XIX, quando surgiu a Severa e até o rei D. Carlos o tocava.
 
As primeiras notícias conhecidas são do começo do século XIX e surgem do Brasil. Em Portugal "há uma noticiazinha na década de 1830 e a partir de 1840, mas uma investigação mais aturada na Torre do Tombo dará textos anteriores às datas brasileiras", afirmou, confiante, o investigador.
 
Para o autor, "a origem brasileira do fado está por documentar, assim como ninguém explica como se passa do fado dança para o fado canção".
 
Por outro lado, acrescentando mais um argumento à tese nacional, Sardinha afirmou que a palavra fado significava, no contexto popular, o contar de uma história de vida e no sentido erudito é sinónimo de destino.
 
"Quando se contava a vida da Isaurinha, por exemplo, o que a audiência pedia era, 'conta aí o fado - a história da vida - da Isaurinha", disse.
 
O livro, amplamente ilustrado e integrando quatro CD, é apresentado na segunda-feira, dia 10, às 18:30 no Museu do Fado, numa palestra musicada do autor, na qual os vários temas musicais serão exemplificado por Ana Guerra acompanhada à guitarra e à viola.
 
José Alberto Sardinha, advogado, tem nove títulos publicados, todos na área da música popular, entre eles, "Tunas do Marão" (2008), "Portugal, raízes musicais" (1997), "Modas estremenhas" (1989) e "Recolhas musicais da tradição oral portuguesa" (1982). 

In "Portal do Fado"